quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O PROJETO DH E MEDIAÇÕES CULTURAIS DA UNISUL LEVA SOKHRATES A ALDEIA.

A visita ao Revitalizando Culturas pelo naturólogo Gustavo Lanza formado na Unisul e também profissional de Relações Internacionais, no dia 08 de agosto de 2017, fortaleceu  nosso olhar local sobre o indigenismo e suas necessidades para uma experiência de irradiação mundial.
O naturólogo nos convidou para reunião no dia seguinte na sala do Projeto AEIOU no campus Pedra Branca da Unisul. Tivemos a satisfação e a surpresa de conhecer o fundador Rosario Scuteri,  a equipe da Rede Social Sokhrates – Marta Esteban; Raxi Deaxmar e o gerente brasileiro Rodolpho Schlickmann.
Ficou clara a boa notícia de que Sokhrates  é uma inédita Rede Social que só existe para animação das causas solidárias com os seres humanos em situação de sofrimento, abandono, especialmente crianças e a solidariedade socioambiental. Quando Myriam Righetto falou de nossas lutas solidárias com os povos  indígenas e outros eles vibraram propondo-nos seu apoio. Era noite de 09 de agosto, por coincidência o Dia Internacional dos Povos Indígenas.
Nesse contexto de efeito-supresa e de emoção, agendou-se a visita ao povo Guarani no Centro Cultural Tataendy Rupá, junto da aldeia sagrada do Morro dos Cavalos, em 72 horas.


 Na tarde de sábado, 12 de agosto,  nossa equipe do Revitalizando Culturas e do Instituto Homo Serviens prof. Jaci Gonçalves, a voluntária Dra. Myriam Righetto, o contador voluntário Ivo Silva Junior , junto das alunas da Unisul Pedra Branca, Bianca Taranti, a assessora de Jornalismo aluna da 4º fase de Comunicação Social, Alexia Ferreira de Oliveira estagiária do Projeto Direitos Humanos e Mediações Culturais e Ana Luiza Sicari, voluntária do curso de Naturologia, visitou a aldeia Yyakã Porã na parte norte da Terra Indígena do Morro dos Cavalos.
Depois fomos ao Centro Cultural Tataendy Rupá e mediamos o prometido Encontro Internacional da Rede Social Sokhrates com o povo guarani-mbyá coordenados por Marcos Karaí, Presidente da Organização do Indígenas Guarani de todo Brasil e a jovem cacique Elizete Antunes.
Na serena roda de conversa, tivemos a alegria de ver reafirmada a proposta da Rede Social Sokhrates como investimento em favor de missões biocráticas como  costumamos chamar no Revitalizando Cultural, ou seja, de cuidados essenciais com a defesa da vida humana e outras expressões de vida.
Sarah Orviedo, indígena ex- vice-presidente da ONU no tratamento da questão indígena internacional especialmente crianças confirmou a importância do espírito Sokhrates em acreditar na força do post feito pelos usuários nesta Rede Social semelhante ao Facebook. Em cada clique, o usuário estará investindo em todas essas obras porque 70% ficarão para este investimento e apenas 30% ficarão para a sociedade e também para os gastos da empresa.
Além de firmar com os Guarani um apoio imediato para o enfrentamento com todos os povos originários do Brasil participando da pressão moral sobre o supremo STF – Supremo Tribunal Federal na questão urgentíssima do Não ao Marcotemporal, também tivemos a alegria de ver confirmada a aliança para que no mais tardar em fevereiro de 2018 tenhamos o 2º Congresso Internacional Revitalizando Culturas sobre Indigenísmo no 10º aniversário da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas e os 70 anos dos Direitos Humanos.



Texto – Alexia Ferreira de Oliveira e Bianca Taranti
Supervisão – Prof. Dr. Jaci Rocha Gonçalves



terça-feira, 15 de agosto de 2017

INDÍGENAS PEDEM SOCORRO.

No sábado, 12 de agosto de 2017, aconteceu importante encontro de Rosario, fundador  da Rede Social Sokhrates, sua equipe e Sara Orviedo, vice-presidente do Comitê dos Direitos das Crianças da ONU com as lideranças indígenas guarani no Centro Cultural Tataendy Rupá na aldeia Itaty do Morro dos Cavalos em Palhoça. Estiveram presentes também o professor Jaci Gonçalves, presidente do Instituto Homo Serviens e coordenador do Revitalizando Culturas, da Unisul.
Durante o ritual do Petynguá (ritual de espiritualidade indígena)  os líderes Marcos Moreira Karaí e a cacique Elizete Antunes falaram sobre a dificuldade que os povos indígenas estão enfrentando em relação ao Marco Temporal que será votado amanhã dia 16 de agosto de 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF).


Na foto representantes internacionais da rede Sokhrates participam do ritual Petynguá na aldeia Itaty do Morro dos Cavalos, Palhoça (SC)

O Marco Temporal consiste no estabelecimento da promulgação da Constituição (05.10.1988) que teria como referência a ocupação dos  indígenas para a demarcação das terras. Desde 2010 a Bancada Ruralista teima em pressionar o judiciário para votar o Marco Temporal. Os guarani explicaram que esse tema é mais uma manobra política favorável aos interesses dos latifundiários no uso terras indígenas, quilombolas e ligadas a preservação ambiental. Essas terras são protegidas pela União Federal sobretudo a partir da Constituição Brasileira de 1988  que exigia que a demarcação das terras indígenas fosse até 1993. Essa dívida e, portanto, antiga e nunca foi resolvida pelo governo federal.

Vale a pena conferir os testemunhos dos indígenas e do filósofo prof Jaci Gonçalves veiculados pela Sokhrates. Você pode fazer seu tweet para o @STF_oficial apoiando essa causa urgente.  #NaoAoMarcoTemporal #RespectIndigenousLand

Texto e fotos de Bianca Taranti.

sábado, 15 de julho de 2017

Nota 10 para o 10° UniDiversidade. (2)

7º Espiritualidades – Estética e ethos

O tema ‘estética a serviço da ética’ perpassou as cinco exposições de esculturas, pinturas, fotografias nos corredores dos blocos B e C e sob a grande faixa erguida no espaço dos restaurantes e lojas do Shopping Acadêmico da UNISUL Pedra Branca.

Foto de Morgana Pes
Como veículo animador da vida acadêmica, o 10º UniDiversidade promoveu nos primeiros dias do 7º Espiritualidades a exposição Nosso Corpo, de esculturas com poesias de acadêmicos/as de Naturologia. Já a exposição Nosso ethos pós-moderno de estudantes do 2º ciclo de Publicidade e Propaganda trouxe a visão sobre o jeito de ser – ethos - e expectativas sobre o colega na forma de produção para outdoor.  Foi completada pela exposição Biopolítica- dando rosto aos números, que deu cara a situações humanas e ecológicas reduzidas à frieza das estatísticas.




Assim as produções da antiga sala de aula tiveram como vitrine toda a comunidade acadêmica, visitas e vizinhança que freqüentam a UNISUL Pedra Branca. Essas produções revelam a esperança da Geração Milênio. Professor Jaci, um dos animadores do 7º Espiritualidades, comenta: “é esperançoso constatar que a massa cinzenta crítico-criativa da Geração Y se revela também com sensibilidade solidária e pluralista nas exposições. É uma forma de medir sua espiritualidade na forma de estética.’’ 





Fotos de Bianca Taranti
Emocionante também as exposições fotográficas Conexões Sociais e Ethos Cultural dos acadêmicos de Comunicação Social orientados pelos professores mestres Robertos (Svolenski e Forlin). Elas se inspiraram nos temas de responsabilidade social e direitos socioambientais.  Bianca Taranti, resume sua emoção como aprendiz de fotografia, ao perceber que ainda era forte a autoestima naqueles cidadãos de rua quando insistiram – “você vai me mandar a foto, não vai? Faço questão de voltar e cumprir minha promessa,” concluiu Bianca.



Coincidência ou graça, o 10º UniDiversidade abraçou o evento Junho Verde na UnisulVirtual que trouxe a presença de dois representantes da PROCREP, Moisés e Maria Aparecida, casal representante de recicladores agradecidos pela coleta de papel que ajuda a manter cerca de 30 famílias com reciclagem de resíduos e biodiesel.

Palco livre – Restaurantes universitários do Shopping Acadêmico




Participantes voluntários utilizaram o Palco Livre com execuções de instrumentais e cantorias para animar o final de semestre entre os academicos da UNISUL PEDRA BRANCA no 7º Espiritualidades.








quinta-feira, 13 de julho de 2017

Nota 10 para o 10° Unidiversidade

‘Diálogos Culturais’ estréia sobre África

Foram intensos 20 dias da 10ª versão do UniDiversidade nos campi Unisul Presencial Norte e UnisulVirtual.
Sob a provocação temática do slogan ‘Diferença é riqueza. Desigualdade é miséria’, o debate inaugural foi com o mestre e jornalista Pedro Santos, professor da UNISUL que deu a largada em Diálogos Culturais, sessão permanente de discussões sobre a diferença como riqueza, tematizando a África: educação e culturas.

O sociólogo africano mostrou várias contribuições científicas africanas à humanidade – desde as sabedorias de convivência no deserto às soluções para viagens interplanetárias na NASA por cientistas africanos. As reflexões surpreenderam os presentes.

A íntegra do debate com Santos está editada pela equipe UnisulVirtual no link http://webconferencia.unisul.br/g/174/46ead33922e3464a2a82a38145fdd01728d8bef1-1498163821370. O serviço ocorreu graças aos esforços unidos do Projeto Direitos humanos e Mediações Culturais, do Campus Norte, coordenado pelo Prof. Dr Jaci Rocha Gonçalves, Profa. Dra. Darlene Moraes e Profa. Dra. Danielle Espezim e o Programa “Unisul Mais Cidadania” do campus UnisulVirtual, coordenado pelo Prof. Ms. Carlos Euclides Marques.
Alguns dos participantes da estréia de 
DIÁLOGOS CULTURAIS no 10º UniDiversidade. 

Além de acadêmicos e professores de vários cursos da Unisul, aproveitaram desta temática transversal acadêmicos da Faculdade Municipal de Palhoça que preparam sua extensão em Guiné Bissau, na África, com outras pessoas da comunidade palhocense.






 
Jaci Gonçalves, Arthur Emmanuel Silveira, Pedro Santos e Carlos Euclides Marques (da esquerda para a direita), após a estreia de Diálogos Culturais no 10º UniDiversidade. 


TEXTO: William de Souza Ávila, voluntário Art. 170, acadêmico de Direito.
FOTOS: Alexia Oliveira, acadêmico de Naturologia.
SUPERVISÃO: Jaci Rocha Gonçalves, coordenador do Revitalizando Culturas.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

7º Espiritualidades: Danças circulares no equinócio do Junho Verde

O 7º Espiritualidades foi inaugurado em 21 de junho de 2017 no equinócio de outono junto com a Semana de Naturologia, o movimento Junho Verde e o Programa Revitalizando Culturas.

No terceiro dia, 23 de junho, o restaurante da UNISUL Pedra Branca visibilizou a Exposição “Nosso corpo – uma experiência de presença”  com esculturas de acadêmicas/os de Naturologia da Unidade de Aprendizagem de Naturologia Ateliê Recursos Expressivos ministrada pela  Profa. Ms. Joana Anschau Roman.


Jaqueline Alves Leal, Naturóloga, egressa da UNISUL e focalizadora convidada, animou uma grande roda com Danças circulares sagradas na festa do Tributo à Mãe Terra nos jardins da UNISUL com a presença do coordenador Daniel e do prof Jaci Gonçalves.  “Foi comovente voltar aqui para essa sinergia renovada”, disse Jaqueline. O sol brilhou forte nesta sexta-feira com sabor de equinócio, quando dia e noite se igualam na dança das horas.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

25 Anos de Leandro: cidadania exigente


Obrigado Leandro pelo convite, obrigado pelo bolo delicioso feito com capricho lá na sua terra natal. A presença de sua mãe, a presença do pessoal que na universidade trabalha com as pessoas com deficiência. Um trabalho que você e seus colegas conhecem; um trabalho de bastidor, daqueles que não aparecem, mas que são serviços de esteio para que brilhe o direito de cidadania.

Participar com você de nossos grupos de universitários voluntários da Unisul, significa estar com alguém que nos ensina a arte do respeito pelos seres humanos e, sobretudo sua presença de estudante de direito e de pessoa qualificada em trabalhos de designer, mostra que nossa sociedade democrática tem esperança.

Isto porque você nos ensina que é preciso reivindicar respeito e qualificação de serviços com insistência para que a dignidade de todos e de todas as pessoas seja vivido na prática.


Cantamos com os votos de parabéns, o famoso refrão de Gonzaguinha “viver e não ter a vergonha de ser feliz”, com o direito “de ser eterno aprendiz”. Está aí um roteiro para seus próximos 25 anos.

Parabéns, mais uma vez e obrigado por você existir com esse jeito participativo no meio de nós.

Professor Dr. Jaci Rocha Gonçalves 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Conversas, conselhos e decisões na Aldeia ITATY


Na tarde da última segunda (12/06), membros do Revitalizando Culturas estiveram reunidos com indígenas no Centro de Formação Tataendy Rupá. O professor Jaci Rocha Gonçalves esteve com a voluntária Myriam Righetto e os estagiários Danilo e Leonardo em debates sobre os próximos eventos organizados pelo grupo.
Também foram à aldeia duas alunas da psicologia, Aline e Maria Eduarda da Unidade Trajano da Unisul, para conhecer a aldeia e fazer um primeiro contato para um possível projeto acadêmico.

Kerexu Yxapyry, Marcos Morreira, Karaí Antunes, Jaxuka Mariano e Wasa’i Mawe expuseram um pouco da situação da escola indígena Itaty, que segue sem diretoria formal pela Secretaria de Educação. Também opinaram e sugeriram nomes para os seguimentos de assuntos do 2º Congresso Internacional Revitalizando Culturas, que está em stand-by após um indeferimento da Capes, para quem já foi enviado recurso na esperança de mudar esta negativa.

Não desanimando jamais, vamos em frente.

Leonardo Santos
Estagiário Revitalizando Culturas
Orientação: Professor Dr. Jaci Rocha Gonçalves