quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Direitos Humanos e Cidadania: Entre o Discurso e a Prática

Palestra com temas polêmicos na Unisul Pedra Branca


O Projeto Direitos Humanos e Mediações Culturais do Programa e Grupo de Pesquisa Revitalizando Culturas teve a alegria de vivenciar sua  transversalidade promovendo a participação com o professor Pedro Santos da Certificação em Comunicação, mídia e política, dos alunos do Curso de Comunicação Social nas habilidades de Jornalismo e Publicidade e Propaganda unindo-os aos acadêmicos dos cursos de Direito e Relações Internacionais.

Essa participação foi na palestra Direitos Humanos e Cidadania: Entre o Discurso e a Prática, que aconteceu no dia 25 de agosto de 2017 na UNISUL Pedra Branca reunindo mais de cem estudantes presenciais sem contar os participantes pela EAD.

Na mesa, os palestrantes Alexandre Botelho, professor e mestre e Giglione Zanela, especialista. “Abordamos temas atuais e polêmicos sobre direitos humanos e cidadania como racismo, intolerância religiosa, gênero, homofobia, violência, entre outros”, avaliou prof Alexandre.
Foto de
Giglione Zanela

Foi mais um momento forte na semana de lançamento institucional do Programa de Educação para os Direitos Humanos e Relações Étnico-Raciais/Culturais em toda a Unisul. “Assim vamos participando da construção de universitários com mais consciência de cidadania crítico-solidária, uma componente necessária no perfil profissional e pessoal indispensável neste momento de mudança histórica que estamos vivendo,” comentou o prof. Dr. Jaci Rocha Gonçalves, mediador cultural do evento.

Clique aqui e veja também a Mostra Fotográfica de Direitos Humanos e a Exposição Memória Acadêmica Sócio-Cultural que aconteceram nos dias 21 a 31 de agosto de 2017 no lançamento do Programa UNISUL de Educação para os Direitos Humanos e Relações Étnico-raciais/culturais .

Texto - Bianca Taranti Orientação - Prof Jaci Gonçalves

Mostra Fotográfica de Direitos Humanos e Exposição da Memória Acadêmica Sócio-Cultural

Dois eventos celebraram o lançamento do Programa UNISUL de Educação para os Direitos Humanos e Relações Étnico-raciais/culturais nos dias 21 a 26 de agosto de 2017. A Mostra Fotográfica de Direitos Humanos e a Exposição da Memória Acadêmica Sócio-Cultural nas unidades de ensino da UNISUL da Grande Florianópolis -Trajano, Dib Mussi e Pedra Branca. O projeto foi organizado pelo professor Carlos Euclides Marques que coordena o projeto Mais Cidadania da UNISUL Virtual e o professor Jaci Rocha Gonçalves Coordenador do Projeto Direitos Humanos e Étnico-Raciais/Culturais; do Programa Revitalizando Culturas e Presidente do Instituto Homo Serviens.




 A exposição  reuniu os trabalhos acadêmicos sobre a temática feitos pelos estudantes dos campi nas Unidades de Aprendizagem presenciais e virtuais fortalecendo o espírito de integração na UNISUL. Os alunos da UNISUL virtual também puderam fruir o tema Direitos Humanos e as Riquezas da Diferença por vídeo.



Vídeo produzido pelos professores Carlos Euclides e Jaci Rocha Gonlçalves
Filmagem: Bianca Taranti


A dinâmica e experiência reunindo os professores intensifica o compromisso que a UNISUL firmou há mais de vinte anos na Grande Florianópolis interagindo com as  comunidades e valorizando o próximo mais vulnerável e invisibilizado. Prof Carlos espera que essas ações "sirvam como inspiração para todos".

      Fotos Exposição e Mostra no campus Norte da UNISUL.

Texto e fotos - Bianca Taranti
Orientação - Prof Jaci Gonçalves


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O PROJETO DH E MEDIAÇÕES CULTURAIS DA UNISUL LEVA SOKHRATES A ALDEIA.

A visita ao Revitalizando Culturas pelo naturólogo Gustavo Lanza formado na Unisul e também profissional de Relações Internacionais, no dia 08 de agosto de 2017, fortaleceu  nosso olhar local sobre o indigenismo e suas necessidades para uma experiência de irradiação mundial.
O naturólogo nos convidou para reunião no dia seguinte na sala do Projeto AEIOU no campus Pedra Branca da Unisul. Tivemos a satisfação e a surpresa de conhecer o fundador Rosario Scuteri,  a equipe da Rede Social Sokhrates – Marta Esteban; Raxi Deaxmar e o gerente brasileiro Rodolpho Schlickmann.
Ficou clara a boa notícia de que Sokhrates  é uma inédita Rede Social que só existe para animação das causas solidárias com os seres humanos em situação de sofrimento, abandono, especialmente crianças e a solidariedade socioambiental. Quando Myriam Righetto falou de nossas lutas solidárias com os povos  indígenas e outros eles vibraram propondo-nos seu apoio. Era noite de 09 de agosto, por coincidência o Dia Internacional dos Povos Indígenas.
Nesse contexto de efeito-supresa e de emoção, agendou-se a visita ao povo Guarani no Centro Cultural Tataendy Rupá, junto da aldeia sagrada do Morro dos Cavalos, em 72 horas.


 Na tarde de sábado, 12 de agosto,  nossa equipe do Revitalizando Culturas e do Instituto Homo Serviens prof. Jaci Gonçalves, a voluntária Dra. Myriam Righetto, o contador voluntário Ivo Silva Junior , junto das alunas da Unisul Pedra Branca, Bianca Taranti, a assessora de Jornalismo aluna da 4º fase de Comunicação Social, Alexia Ferreira de Oliveira estagiária do Projeto Direitos Humanos e Mediações Culturais e Ana Luiza Sicari, voluntária do curso de Naturologia, visitou a aldeia Yyakã Porã na parte norte da Terra Indígena do Morro dos Cavalos.
Depois fomos ao Centro Cultural Tataendy Rupá e mediamos o prometido Encontro Internacional da Rede Social Sokhrates com o povo guarani-mbyá coordenados por Marcos Karaí, Presidente da Organização do Indígenas Guarani de todo Brasil e a jovem cacique Elizete Antunes.
Na serena roda de conversa, tivemos a alegria de ver reafirmada a proposta da Rede Social Sokhrates como investimento em favor de missões biocráticas como  costumamos chamar no Revitalizando Cultural, ou seja, de cuidados essenciais com a defesa da vida humana e outras expressões de vida.
Sarah Orviedo, indígena ex- vice-presidente da ONU no tratamento da questão indígena internacional especialmente crianças confirmou a importância do espírito Sokhrates em acreditar na força do post feito pelos usuários nesta Rede Social semelhante ao Facebook. Em cada clique, o usuário estará investindo em todas essas obras porque 70% ficarão para este investimento e apenas 30% ficarão para a sociedade e também para os gastos da empresa.
Além de firmar com os Guarani um apoio imediato para o enfrentamento com todos os povos originários do Brasil participando da pressão moral sobre o supremo STF – Supremo Tribunal Federal na questão urgentíssima do Não ao Marcotemporal, também tivemos a alegria de ver confirmada a aliança para que no mais tardar em fevereiro de 2018 tenhamos o 2º Congresso Internacional Revitalizando Culturas sobre Indigenísmo no 10º aniversário da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas e os 70 anos dos Direitos Humanos.



Texto – Alexia Ferreira de Oliveira e Bianca Taranti
Supervisão – Prof. Dr. Jaci Rocha Gonçalves



terça-feira, 15 de agosto de 2017

INDÍGENAS PEDEM SOCORRO.

No sábado, 12 de agosto de 2017, aconteceu importante encontro de Rosario, fundador  da Rede Social Sokhrates, sua equipe e Sara Orviedo, vice-presidente do Comitê dos Direitos das Crianças da ONU com as lideranças indígenas guarani no Centro Cultural Tataendy Rupá na aldeia Itaty do Morro dos Cavalos em Palhoça. Estiveram presentes também o professor Jaci Gonçalves, presidente do Instituto Homo Serviens e coordenador do Revitalizando Culturas, da Unisul.
Durante o ritual do Petynguá (ritual de espiritualidade indígena)  os líderes Marcos Moreira Karaí e a cacique Elizete Antunes falaram sobre a dificuldade que os povos indígenas estão enfrentando em relação ao Marco Temporal que será votado amanhã dia 16 de agosto de 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF).


Na foto representantes internacionais da rede Sokhrates participam do ritual Petynguá na aldeia Itaty do Morro dos Cavalos, Palhoça (SC)

O Marco Temporal consiste no estabelecimento da promulgação da Constituição (05.10.1988) que teria como referência a ocupação dos  indígenas para a demarcação das terras. Desde 2010 a Bancada Ruralista teima em pressionar o judiciário para votar o Marco Temporal. Os guarani explicaram que esse tema é mais uma manobra política favorável aos interesses dos latifundiários no uso terras indígenas, quilombolas e ligadas a preservação ambiental. Essas terras são protegidas pela União Federal sobretudo a partir da Constituição Brasileira de 1988  que exigia que a demarcação das terras indígenas fosse até 1993. Essa dívida e, portanto, antiga e nunca foi resolvida pelo governo federal.

Vale a pena conferir os testemunhos dos indígenas e do filósofo prof Jaci Gonçalves veiculados pela Sokhrates. Você pode fazer seu tweet para o @STF_oficial apoiando essa causa urgente.  #NaoAoMarcoTemporal #RespectIndigenousLand

Texto e fotos de Bianca Taranti.